The Eagle has landed


Em 20 de julho de 1969 um americano de 38 anos de idade andou na Lua. Era o auge da corrida espacial.

O objetivo de chegar a Lua era político, mostrar quem tinha mais tecnologia, poder de mobilizar pessoas e mentes e realizar feitos marcantes. E conseguiram. Mesmo hoje muitas coisas que usamos no cotidiano são subprodutos das tecnologias do esforço espacial.

Para chegar a Lua, foram empregados no projeto direta ou indiretamente mais de 400 mil pessoas. Como um único projeto pode ser realizado com o esforço de tantas pessoas, de formações diferentes, trabalhando separadas? Aprendemos muito como gerenciar projetos eficientemente, usando metodologias ágeis, e isso permitiu um rápido avanço em todos os campos da tecnologia no final do século 20. Ciência, agricultura, administração de recursos, gestão do conhecimento e mesmo a formação de uma nova geração de novos profissionais foram influenciados pelo que aprendemos na corrida espacial.

No campo da tecnologia, imagine só que nos anos 1960 um computador precisava de uma sala inteira, mas teve que ser reduzido a menos de 1 metro quadrado para caber dentro da nave que levou a humanidade na Lua. Hoje, com muito avanço, qualquer celular de mão possui 1.000 vezes a capacidade daquele computador que viajou ao espaço. Sem mencionar avanços na comunicação por satélites, miniaturização, novas bandas de rádio e outras tecnologias que nos permitem comunicar tão facilmente a qualquer momento.

Em 1969 era julho, mas a alegria e a comoção pareciam de ano novo. Era mesmo algo novo, que mudaria para sempre a maneira que vivemos e como nos vemos, quando foi possível observar a Terra num ponto azul no meio do nada. Talvez como última lição, aprendemos que estamos todos num só lugar e que deveríamos viver bem uns com os outros, pois não temos outro lugar para ir.







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